Influence Economy - A economia dos influenciadores e o exemplo Pugli do que não fazer.

Cerca de uma década atrás, Raina Penchansky, então vice-presidente de comunicações da Coach , supervisionou uma campanha envolvendo uma coleção de bolsas projetadas por blogueiros de moda. Foi quando eles se esgotaram em um único dia que ela percebeu o poder da economia da influência, ou da economia dos #influencers. A ideia se propagou entre profissionais de marketing e hoje faz parte da estratégia de pequenas, médias e grandes corporações, permitindo o surgimento de novos negócios por meio da rede social Instagram onde muito vendem seu produto, ou serviço, ainda que não tenham uma empresa registrada.

Segundo o relatório Influencer Marketing 2019 Benchmark Report, iniciativa da plataforma Influencer Marketing Hub em parceria com as premiadas agências de Influenciadores Viral Nation e NeoReach – responsáveis por campanhas de influenciadores em marcas como Airbnb, BudLight, Angry Birds, The New York Times, Amazon, Casper, entre outras, trazendo uma amostra de 830 agências de marketing de influência, as pesquisas no Google para o termo “marketing de influência” aumentaram de 3.900 buscas por mês em 2015, para 6.460 em 2016 e 21.000 em 2017. Em 2018, as buscas pela frase aumentaram para 61.000. De acordo com o mesmo relatório, as empresas que investem em marketing de influência com profissionalismo, ganham retornos de US$ 18 dólares por cada US$ 1 gasto.


Basicamente, o marketing de influenciadores é um mix de ferramentas de marketing antigas e novas, utilizando o patrocínio de celebridades em uma campanha de marketing moderna voltada para o conteúdo. A principal diferença é que os resultados da campanha são geralmente colaborações entre marcas e influenciadores, o moderninho collab.


Mas em 2020 as perspectivas caíram devido à pandemia do Corona Vírus. Os influenciadores viram seus acordos de patrocínio encerrados e os eventos cancelados, com muitos mudando seu foco para fontes de receita alternativas que lhes permitem continuar a ganhar a vida sem sair de casa. "As agências de marketing de influenciadores estão vendo as marcas adiarem as campanhas, ao mesmo tempo em que observam que o envolvimento nas postagens das mídias sociais é maior que o normal, à medida que mais consumidores passam o tempo em isolamento físico. Os anunciantes também estão descobrindo que o modelo de negócios de marketing de influenciadores pode ser particularmente adequado para uma época em que o conteúdo de anúncios DIY (do it yourself - faça você mesmo) filmado em casa permanece viável enquanto as sessões de fotos comerciais são encerradas." (Business Insider)


As marcas enquanto clientes tem o poder de barganhar na escolha dos influenciadores, especialmente lojas menores que estão em busca dos microinfluenciadores que começam sua carreira com os “recebidos”, produtos enviados pelas marcas, tendo a oportunidade de reconhecimento e um novo posicionamento que muitas vezes faz com que no início o influenciador aceite apenas permutas em detrimento de pagamentos em espécie.

A reputação, credibilidade e autoridade – termos usuais no posicionamento de um influencer – são construídas com muita autenticidade, focando no realismo daquela opinião ou review. Essa reputação, credibilidade e conexão com a marca deve ser profundamente analisada, dentro do perfil do influenciador selecionado em algum escopo de campanha, para que qualquer deslize pessoal não seja relacionado à marca, como aconteceu com o jogador Neymar Jr. que teve alguns contratos rompidos depois do “escândalo” com Najila e agora você já deve saber da treta que a influenciadora Gabriela Pugliese se meteu no último final de semana. Em plena pandemia e após ser curada do COVID-19 Gabriela fez uma "festinha" em sua casa. Devia ser uns 5 casais, mas deu pano pra manga (hipocrisia à parte porque to vendo gente reunida, inclusive pra ver live de sertenejo, o tempo todo). Além de perder quase 200 mil seguidores, a influenciadora também perdeu patrocínios importantes na sua carreira. É gente, eu sempre falo de termos coerência. O público não é alheio, ele colabora e EXIGE. Exigiram uma postura de seus patrocinadores e o que aconteceu? As marcas acertaram e ficaram ao lado do público:


- O aplicativo de entregas Rappi informa “que por ser contra qualquer atitude que não siga as recomendações de distanciamento social suspendeu as ações em parceria com a influenciadora em questão”.

- A empresa de alimentação saudável Liv Up informa que “não apoia ou incentiva qualquer tipo de atitude que possa colocar em risco a saúde e o bem estar de qualquer pessoa e confirma que suspendeu todas as ações previstas e programadas com a influenciadora Gabriela Pugliesi, além de manter a postura semelhante com qualquer outro parceiro ou situação simular que venha a ocorrer”. As marca de bebida Desinchá adotou postura semelhante.


- O Grupo HOPE, de vestuário íntimo, afirmou que as atitudes que estejam em desacordo com o distanciamento social não são apoiadas. “Estamos suspendendo as atividades de qualquer parceiro que não adote tais medidas”.


- Outras empresas como Kopenhagen, BTG Pactual e Fazenda Futuro também se manifestaram contra a postura da influenciadora, apesar de ter seus contratos de parceria encerrados antes mesmo do ocorrido.


A influencer foi uma das primeiras famosas a contrair a covid-19 no Brasil, no casamento da sua irmã, Marcella Mineli, com Marcelo Bezerra de Menezes. Um dos padrinhos havia voltado do exterior infectado, espalhando para outros convidados. Só esse fato deveria tê-la colocado em uma posição de maior coerência com seu discurso #fiqueemcasa


Na internet as pessoas acabam se esquecendo de alguns fatos em detrimento a outros, mas Gabi com certeza está arrependida da bebedeira (#quemnunca) afinal, à medida que as empresas de produção cancelam as sessões de fotos e vídeos para aderir às medidas de distanciamento social, algumas marcas estão recorrendo aos influenciadores para criar conteúdo de anúncios. A agência de marketing de influenciadores Obviously disse ao Business Insider que houve um aumento de 33% no número de marcas que desejam contratar influenciadores especificamente para a criação de conteúdo.

"Pela primeira vez, grandes marcas não são capazes de fazer grandes anúncios de televisão com orçamento limitado", disse Karyn Spencer, vice-presidente sênior de parcerias da Whalar, uma agência de marketing de influenciadores."Você não precisa mais dessa produção completa. Os YouTubers nos ensinaram isso."


À medida que mais pessoas ficam em casa, em um esforço para ajudar a conter a disseminação do novo coronavírus, o uso das mídias sociais parece estar aumentando. Os profissionais de marketing de influência estão vendo um pico nas impressões de anúncios e no envolvimento do usuário em postagens patrocinadas em aplicativos como TikTok e Instagram.



O mercado do marketing de influência está bastante aquecido mas ainda bem no começo do que pode ser tornar. Criação de plataformas de conexões, mudanças nas mídias digitais – legislativas e de comportamento do usuário – mostram que ainda há bastante o que se criar e novos modelos de trabalho serão colocados.

Você já investiu em influenciadores? Como você vê o marketing de influência?


FONTE: (Meu TCC do MBA Internacional em Mkt, Business Insider e Revista Exame).

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